quinta-feira, 1 de julho de 2021

A Pandemia veio como um caos trazendo consigo o aumento da violência contra a criança e o adolescente.

 


UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

CAMPUS PORTO NACIONAL

PIBID-CURSO DE LETRAS

Coordenadora: Adriana Capuchinho

Supervisora: Suely Amorim

Pibidiana: Pâmela Cíntia Pereira Lopes

 Atividade Assíncrona: Reportagem Individual

 

18 de Maio de 2021

Por: Pâmela Cintia Pereira Lopes

A Pandemia veio como um caos trazendo consigo o aumento  da violência contra a criança e o adolescente.

 

(foto: denuncie-violação-dos-direitos-sexuais-de-crianças-e-adolescentes)




A violência infantil aumenta no período de reclusão social ocasionado pela COVID-19, cerca de 80% dos casos ocorrem dentro dos seus lares.

 

 

O problema não surgiu durante a  pandemia, ele existia de forma em que o ocorrido  com a criança ou adolescente poderia  buscar-se ajudar e denunciar com mais facilidade, e durante o período pandêmico se agravou pelo fato de toda sociedade ter obrigação manter uma exclusão social em que os casos aumentaram consideravelmente com frequência, e a maioria  desses abusos ocorrem em seus lares, um local que deveria trazer segurança, pelo contrário existe preocupação com essa grande limitação dessas pessoas (crianças indefesas).

Nem todo acontecimento é denunciado. Pelo fato desses autores ameaçarem suas vítimas psicologicamente, além claro das agressões físicas também é um crime horrendo. Exemplo disso é que nem sempre acreditam nas falas destas vítimas que no caso seria o primeiro sinal, além da mudanças de comportamento, assim tornando com frequência os abusos e violências. E suas vítimas se calando pelo medo falar mais alto que as palavras.

Porque durante o período da pandemia está mais propício esses acontecimentos? De fato não quer dizer que o problema existiu durante a pandemia, mas agravou-se durante a situação propícia ao momento atual, porque  vítimas e criminosos convivem frequentemente, e essas crianças estão  vulneráveis ao acontecimento, o difícil acesso à primeira comunicação após o ocorrido.

Segundo o site G1, “80% dos casos são registrados dentro de casa, justamente por quem deveria proteger as crianças, e a maioria envolve pessoas da família. Grande parte das vítimas são meninas.” Antes do período atual (pandemia), o primeiro contato que a criança tinha era a escola que percebia algo diferente  e que não estava bem assim então acionar “Conselho tutelar” e assim tomar providências prévias de forma branda e com rapidez.

Essa criança ou adolescente sentia-se segura ao ir à escola, ir a casa de alguém de confiança e podendo descobrir o acontecimento e assim entrar com medidas eficazes e sem demora. Na maioria das vezes o primeiro contato para ajudar essa criança era o campo escolar. Onde professores conhecem cada gesto, cada toque , cada olhar de seus alunos, e com a situação vivenciada no momento, é difícil observar atentamente todos os detalhes de forma igualitária quanto ao presencial.

O ensino a distância bloqueou não somente o abraço e o afeto, mas também   uma barreira que afeta ambos os lados, aluno e professor. Aquele aluno que já havia ocorrido algo agravante com ele, e seu professor sabia como poderia ajudar, no entanto o professor preocupa-se como está a vivência desse aluno naquele ambiente(lar). O medo trava diversos fatores. Querendo ou não a escola entra de forma indireta após criar um laço afetivo com seus alunos e com a família destes alunos, isso é ser professor é ser educador, educar além dos muros da escola. Segundo Freire (1996, p. 141), “a afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade”, mas é preciso tomar cuidado tanto com a falta de afeto como com afetos desordenados que podem descontrolar os verdadeiros sentimentos.

 No entanto, a violência tem aumentado independente das circunstâncias. Devemos estar sempre em alerta a qualquer pequena mudança repentina no comportamento da criança ou adolescentes. O período de isolamento social, identificado como a melhor forma de conter o contágio dentre as pessoas, mas a princípio trazendo inúmeras contradições. O lar onde deveria de fato ser um lugar de segurança é também um ambiente frequente de um triste agravo, a violência infantil.

“Denuncie, DISQUE 100 - DISQUE DIREITOS HUMANOS. O Número da Secretaria de Direitos Humanos recebe denúncias de forma rápida e anônima e encaminha o assunto aos órgãos competentes no município de origem da criança ou do adolescente. Disque 100 de qualquer parte do Brasil. A ligação é gratuita, anônima e com atendimento 24 horas, todos os dias da semana. O Conselho Tutelar é um dos órgãos de proteção e que também recebe denúncias de violações dos direitos das crianças e adolescentes”.

 

 

 

Fonte: G1- Com pandemia, denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes crescem, mas são feitas de forma tardia. Por Raquel Laudares, GloboNews — São Paulo 18/05/2021 09h08  Atualizado há um mês. Diponivel em: Com pandemia, denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes crescem, mas são feitas de forma tardia | São Paulo | G1 (globo.com)

 

 

Tags: direitos e garantias fundamentais direitos da criança e do adolescenteigualdade racial liberdade de expressão e manifestação de pensamento respeito às diferenças diversidade de manifestações culturais, políticas e religiosas

 

 

 

 

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