UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS PORTO NACIONAL
PIBID-CURSO DE LETRAS
Coordenadora:
Adriana Capuchinho
Supervisora:
Suely Amorim
Pibidiana:
Pâmela Cíntia Pereira Lopes
18
de Maio de 2021
Por: Pâmela Cintia Pereira Lopes
A Pandemia veio como um caos
trazendo consigo o aumento da violência
contra a criança e o adolescente.
(foto: denuncie-violação-dos-direitos-sexuais-de-crianças-e-adolescentes)
A violência infantil aumenta no
período de reclusão social ocasionado pela COVID-19, cerca de 80% dos casos
ocorrem dentro dos seus lares.
O problema não surgiu durante a pandemia, ele existia de forma em que o
ocorrido com a criança ou adolescente
poderia buscar-se ajudar e denunciar com
mais facilidade, e durante o período pandêmico se agravou pelo fato de toda
sociedade ter obrigação manter uma exclusão social em que os casos aumentaram
consideravelmente com frequência, e a maioria
desses abusos ocorrem em seus lares, um local que deveria trazer
segurança, pelo contrário existe preocupação com essa grande limitação dessas
pessoas (crianças indefesas).
Nem todo acontecimento é denunciado.
Pelo fato desses autores ameaçarem suas vítimas psicologicamente, além claro
das agressões físicas também é um crime horrendo. Exemplo disso é que nem
sempre acreditam nas falas destas vítimas que no caso seria o primeiro sinal,
além da mudanças de comportamento, assim tornando com frequência os abusos e
violências. E suas vítimas se calando pelo medo falar mais alto que as
palavras.
Porque durante o período da pandemia
está mais propício esses acontecimentos? De fato não quer dizer que o problema
existiu durante a pandemia, mas agravou-se durante a situação propícia ao
momento atual, porque vítimas e
criminosos convivem frequentemente, e essas crianças estão vulneráveis ao acontecimento, o difícil acesso
à primeira comunicação após o ocorrido.
Segundo o site G1, “80% dos casos são registrados dentro
de casa, justamente por quem deveria proteger as crianças, e a maioria envolve
pessoas da família. Grande parte das vítimas são meninas.” Antes do período atual
(pandemia), o primeiro contato que a criança tinha era a escola que percebia
algo diferente e que não estava bem
assim então acionar “Conselho tutelar” e assim tomar providências prévias de
forma branda e com rapidez.
Essa criança ou adolescente sentia-se
segura ao ir à escola, ir a casa de alguém de confiança e podendo descobrir o
acontecimento e assim entrar com medidas eficazes e sem demora. Na maioria das
vezes o primeiro contato para ajudar essa criança era o campo escolar. Onde
professores conhecem cada gesto, cada toque , cada olhar de seus alunos, e com
a situação vivenciada no momento, é difícil observar atentamente todos os
detalhes de forma igualitária quanto ao presencial.
O ensino a distância bloqueou não
somente o abraço e o afeto, mas também
uma barreira que afeta ambos os lados, aluno e professor. Aquele aluno
que já havia ocorrido algo agravante com ele, e seu professor sabia como
poderia ajudar, no entanto o professor preocupa-se como está a vivência desse
aluno naquele ambiente(lar). O medo trava diversos fatores. Querendo ou não a
escola entra de forma indireta após criar um laço afetivo com seus alunos e com
a família destes alunos, isso é ser professor é ser educador, educar além dos
muros da escola. Segundo Freire (1996, p. 141), “a afetividade
não se acha excluída da cognoscibilidade”, mas é preciso tomar cuidado tanto
com a falta de afeto como com afetos desordenados que podem descontrolar os
verdadeiros sentimentos.
No entanto, a violência tem aumentado
independente das circunstâncias. Devemos estar sempre em alerta a qualquer
pequena mudança repentina no comportamento da criança ou adolescentes. O
período de isolamento
social, identificado como a melhor forma de conter o contágio dentre as
pessoas, mas a princípio trazendo inúmeras contradições. O lar onde deveria de
fato ser um lugar de segurança é também um ambiente frequente de um triste
agravo, a violência infantil.
“Denuncie,
DISQUE 100 - DISQUE DIREITOS HUMANOS. O
Número da Secretaria de Direitos Humanos recebe denúncias de forma rápida e
anônima e encaminha o assunto aos órgãos competentes no município de origem da
criança ou do adolescente. Disque 100 de qualquer parte do Brasil. A ligação é
gratuita, anônima e com atendimento 24 horas, todos os dias da semana. O
Conselho Tutelar é um dos órgãos de proteção e que também recebe denúncias de
violações dos direitos das crianças e adolescentes”.
Fonte: G1- Com pandemia, denúncias de abuso sexual
contra crianças e adolescentes crescem, mas são feitas de forma tardia. Por
Raquel Laudares, GloboNews — São Paulo 18/05/2021 09h08 Atualizado há um mês. Diponivel em: Com pandemia, denúncias de abuso sexual contra crianças e
adolescentes crescem, mas são feitas de forma tardia | São Paulo | G1
(globo.com)
Tags: direitos e
garantias fundamentais direitos da
criança e do adolescenteigualdade racial
liberdade de
expressão e manifestação de pensamento respeito às
diferenças diversidade de
manifestações culturais, políticas e religiosas




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